Gráficos
O uso de gráficos para visualizar dados ajuda o seu público a compreender e interpretar rapidamente o significado desses dados, otimizando de forma significativa a comunicação de informações detalhadas.
Os gráficos são tipicamente criados em um programa de planilhas e, em seguida, inseridos em um documento ou apresentação.
Por exemplo, se você tivesse uma planilha de despesas corporativas no Microsoft Excel, com apenas alguns cliques poderia gerar vários tipos de gráficos para visualizar essas despesas. Esses gráficos podem então ser inseridos ou copiados e colados em um documento do Microsoft Word ou em uma apresentação do PowerPoint.
Os tipos de gráficos mais comuns utilizados no ambiente de negócios são os gráficos de pizza, de barras e de linhas.
Os gráficos de pizza são utilizados para demonstrar porcentagens, em que cada categoria corresponde a uma fatia da pizza, e o tamanho da fatia corresponde a uma porcentagem, representando a pizza inteira 100%.
Os gráficos de barras são usados para exibir dados em diferentes categorias, com cada categoria representada por uma barra retangular. A altura da barra em gráficos de barras verticais (colunas) e a largura da barra em gráficos de barras horizontais correspondem ao valor associado àquela categoria.
Os gráficos de linhas são utilizados para visualizar tendências ao longo do tempo, com pontos de dados conectados por linhas contínuas. O eixo horizontal normalmente representa o tempo, enquanto o eixo vertical representa os valores. A inclinação e a direção das linhas de conexão indicam o ritmo de mudança, com linhas mais inclinadas representando variações mais expressivas.
Como os gráficos de pizza mostram apenas porcentagens, não há muita margem de escolha sobre como seus dados são exibidos. Ao criar gráficos de barras e de linhas, no entanto, há uma flexibilidade considerável no tipo de dados a ser exibido e na forma de apresentá-los.
Antes de criar um gráfico de barras ou de linhas, você deve primeiro decidir quais dados deseja representar horizontalmente na parte inferior — denominado eixo X —, bem como verticalmente ao longo do lado esquerdo — denominado eixo Y.
Ao exibir dados temporais, a convenção em gráficos empresariais é apresentar o tempo no eixo X — na parte inferior —, de modo que o tempo avance da esquerda para a direita. Em seguida, qualquer que seja o valor mostrado para cada segmento de tempo, ele corresponderá ao eixo Y — ao longo do lado esquerdo.
Por exemplo, se você tivesse um gráfico de barras que demonstrasse a receita do ano, o eixo horizontal X conteria 12 segmentos correspondentes aos meses do ano, cada um com uma legenda iniciando em janeiro no segmento mais à esquerda e terminando em dezembro no segmento mais à direita. A altura de cada barra corresponderia então à receita, rotulada em incrementos monetários no eixo vertical Y.
Dependendo do tamanho do gráfico de barras, também pode ser uma boa ideia incluir o valor financeiro exato no topo de cada barra. Se o mês de julho teve 10 milhões de reais em receita, as pessoas teriam que alinhar visualmente a altura da barra aos valores monetários no eixo Y; contudo, se você tiver espaço para exibi-lo com clareza, geralmente é mais simples para o seu público adicionar um rótulo de 10 M — M para Milhões — no topo da barra de julho. Como regra geral, se você tiver espaço para incluir um rótulo de modo que ninguém precise tentar alinhar visualmente um valor ao eixo Y, é recomendável fazê-lo, desde que isso não gere poluição visual, o que tende a acontecer à medida que o número de barras no seu gráfico aumenta.
Embora os gráficos de barras possam ter quaisquer valores representados em seus eixos X e Y, os gráficos de linhas costumam ser usados principalmente para indicar tendências ao longo do tempo, o que faz com que geralmente tenham segmentos temporais em seu eixo X. Essa prática é tão comum que, se você estiver usando um gráfico de barras para demonstrar como um valor varia com o passar do tempo, é uma boa ideia sobrepor um gráfico de linhas ao gráfico de barras ou simplesmente migrar para um gráfico de linhas.
Os gráficos de linhas são indiscutivelmente o tipo de gráfico mais valioso no ambiente de negócios, pois respondem simultaneamente a três das perguntas mais importantes que toda empresa precisa fazer: o que aconteceu no passado, o que está acontecendo agora e o que pode acontecer no futuro?
Um caso de uso típico para gráficos de linhas corporativos é a receita ao longo do tempo, com valores financeiros no eixo Y, tempo no eixo X e linhas conectando cada ponto temporal, criando uma linha da esquerda para a direita que evidencia as tendências passadas que culminaram no presente.
Um padrão comum que todos no mundo dos negócios sabem identificar é um gráfico de linhas de receita com tendência descendente — o que é péssimo, pois indica que a tendência de queda na receita continuará — e um gráfico de linhas de receita com tendência ascendente — o que é excelente, pois sinaliza que a tendência de aumento na receita terá continuidade. Mais desconcertante ainda é um gráfico de linhas de receita que oscila de forma errática, pois torna-se extremamente difícil fazer previsões úteis sobre como o futuro poderá se desdobrar.
Ao incluir gráficos em um documento, cada um deve ser inserido em uma diagramação bem planejada, para que façam sentido no contexto do conteúdo que os cerca. Ao utilizar um gráfico em uma apresentação, muitas vezes é melhor para o público que haja apenas um gráfico por slide, sendo o conteúdo do gráfico o ponto principal daquele slide.
Uma consideração fundamental é saber se você deve confiar exclusivamente na cor para comunicar categorias de dados, o que costuma ser feito por meio do uso de uma legenda que lista as cores ao lado do rótulo da categoria à qual correspondem.
Por exemplo, em um gráfico de pizza, cada fatia corresponderá a uma categoria de dados, que por sua vez corresponderá a uma cor única. Se utilizarmos apenas uma legenda com código de cores para correlacionar categoria e cor, pessoas com dificuldade para distinguir cores não conseguirão ler o gráfico adequadamente, ou simplesmente não o lerão. Felizmente, a solução é rotular diretamente cada fatia com o nome da categoria, uma opção configurável ao gerar um gráfico de pizza.
O problema de usar apenas cores para identificar categorias também ocorre em gráficos de barras agrupadas — isto é, gráficos com múltiplas barras por categoria —, gráficos de barras empilhadas — gráficos em que cada barra possui várias seções — e gráficos de linhas múltiplas. De maneira geral, sempre que possível, procure utilizar rótulos em conjunto com cores para tornar seus gráficos acessíveis ao público mais amplo possível.
Aprender a usar gráficos para visualizar dados é uma competência de altíssimo valor na comunicação empresarial. Ao dedicar um pequeno esforço extra na criação de gráficos, documentos antes monótonos ou apresentações cansativas podem se tornar estimulantes, envolventes, atraentes e informativos, permitindo ainda que o seu público tome decisões importantes que costumam ser decisivas para o sucesso futuro da sua organização.